segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sina(ou despertar do sonho)



Subitamente do sonho desperto,
vieste a mim como o sopro do vento.
Contudo foi bom senti-la bem perto,
tomar-te em meus braços só por um momento.

Da ilusão dos sentidos enfim retomado.
Sou hoje obrigado a encarar a verdade.
No entanto foi bom sentir-me amado.
E fazer deste sonho minha realidade.

Desejei-te tanto, e de forma tão louca,
que já em minha vida nada mais importava.
só queria ouvir saindo de sua boca
Sua doce voz dizendo do que me amava.

Pensei que a Paixão tão somente bastava.
E que este a amor tudo venceria.
E hoje eu vejo como me enganava,
pois não era tão forte a chama que ardia.

E então que me resta? Seguir em frente.
De cabeça erguida encarar minha Sina.
Porque não importa a dor que se sente,
pois a dor como o Sonho um dia termina

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

(Des)Caminhos e Encontros


Por vários caminhos errantes entrei,
tentando assim em vão me encontrar.
E em todas estradas por onde andei,
sempre despertei co’ a luz do seu olhar.

                                     
Me vejo agora em teus olhos e morro.
Dia-após-dia em ti me condeno.
Desejando o calor do teu corpo eu peno.
Calado e aflito eu grito por socorro.

Há tempos eu sei que perdi minha vida.
Decidi me entregar a ti por completo.
de medo abundante e de sonhos repleto
minha’ lma emtão ficou dividida.

Muito tempo passei andando sozinho,
e agora estou a sua mercê.
E já não importa qual seja o camninho,
pois todas estradas me levam a você.               





quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Poema Incompleto

Como um rio que corre pro mar,
correrei para o seu abraço.
Para enfim poder descansar
Aconchegado em seus braços.

E assim o tempo vou parar.
Desfrutando essa felicidade.
Pois contigo para se estar,
não me basta a Eternidade.
 Se me perco na noite escura,
encontro-me no seu sorriso.
Pois viver sem você é loucura.
Ao seu lado está o Paraíso



Sou tomado de tanto desejo
de estar sempre ao seu lado,
que sem ti já não mais me vejo,
de seu terno amor desamparado.

Já não vivo mais sem  teu calor,
dependente sou do teu afeto.
Pois se não tenho seu amor
vivo de dores repleto,
sou um arco-íris sem cor,
um imenso Jardim sem flor,
sou como um poema incompleto.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Grito por Liberdade


Me deixe voar, quero liberdade.
Sentindo o vento tocar em minha face
E assim acabar essa dor que me invade.
Somente assim minha alegria renasce.







Desejo ser Livre de Corpo e Alma.
Quebrar as amarras, o grilhão que me prende.
Ir além do mar onde o Vento me acalma,
por trás das Montanhas onde o sol ascende.

Liberdade eu desejo, é tudo que quero.
Abrir minhas Asas e então voar.
Chegar não importa, o caminho é o que espero.
E entre as Águias achar meu lugar.








Liberdade eu anseio, e por isso grito.
Esperando alguém que me estenda a mão.
Pois nada adianta sonhar com o Infinito,
se seus próprios pés lhe prendem ao Chão.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Retrato (Inspirado no Poema Ao Luar nº 35)

Adicionar legenda
















És Lua e Sol.
Peixe, isca e anzol,
do acorde és as notas,
e da melodia a Canção.










És Fogo e Água.
Na Natureza o Quinto Elemento,
faz soprar sua brandura com a Brisa,
faz sentir sua fúria no Vento.









És Esperança e Saudade.
Tens em ti o calor do vulcão,
e também a calma do Rio,
que flui rumo a Eternidade.












És Pureza e Desejo.
És mulher, Deusa e menina.
Tens no corpo o calor da Paixão,
e no rosto um olhar que fascina.















És Alívio e Dor.
És a Fada, a Bruxa e a Ninfa nua.
És simplesmente indefinível
trazendo consigo as fases da Lua.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Jardim da Saudade


Agora sim já não sobra mais nada.
A Rosa tão bela de meu jardim, já morreu.
Só me resta o pranto, sorte malfadada,
o pesar pelo sonho quem em dor se perdeu.

Me lembro de quando outrora voava.
E via dos céus o meu belo Jardim.
Onde tão bela Rosa já desabrochava.
Esperança de cantos e dias sem fim.

No entanto na vida nada é eterno.
O dia tão belo com a noite findou.
Pois sem se esperar chegara o inverno,
e seu beijo da morte a Rosa tocou.

 A Rosa indefesa aos poucos morria,
em dor se podia observar seu sofrer.
Pois a cada momento mais desvanecia.
Chegara sua hora de então perecer.

Meu Jardim de outrora já não mais existe.
Não há nada que apague essa Dor que me invade.
Pois sem a bela Rosa hoje vivo tão triste,
Andando no Jardim que se chama Saudade.






domingo, 5 de dezembro de 2010

Canção para Fabíola(A Dama do Lago)




Dedico a você Dama dos poemas,
que com seu cantar a todos seduz,
e mesmo chorando em meio a problemas
rumo a Beleza sempre nos conduz.
Dedico a você esses meus versos tortos.
Perdão se não posso melhor ofertar.
Pois tudo que tenho são poemas mortos,
se comparo a ternura do seu entoar.
Somos loucos tu dizes, pois fazemos sorrir
usando como base o nosso sofrimento.
No entanto ser louco é poder existir,
transformando em canção o nosso lamento.
Somos loucos sim e por isso vivemos.
Pois nossa loucura vem nos libertar.
Porque sendo loucos quando sofremos,
com nossas palavras podemos voar.
Loucos por que vemos um novo mundo,
e por causa disso levantamos a voz.
Não nos conformamos com esse sistema imundo.
Loucos são aqueles que não são como nós.
Minha foto
Sou o que sou. Sou incoerente por vezes, sou sonhador sempre, temo o desconhecido sem contudo deixar de arriscar, tenho planos e projetos, construí e e ví cair em minha frente castelos. Como un anjo voei ao céu mas longínquo, e como um cometa caí. A queda de machucou, contudo me fez mais forte. Sou falho e impreciso. Simplesmente indefinível, enfim sou apenas humano.