sábado, 23 de julho de 2011

Requiem Aeternam (Repouso Eterno)


Quando enfim eu passar o Aqueronte,
me despedindo assim da terra do que vive,
e da vida atravessar tão longa ponte,
não lembrarei mais aquilo que não tive.

Não importa mais a dor tão lacerante.
Nem o sangue que jorrava da ferida.
E a mágoa dissipada num instante,
No momento em que Adeus eu der a vida.

Frustrações pelos sonhos não vividos.
Desespero por promessas não cumpridas.
Noites frias de choro convulsivo.

Desamores finalmente esquecidos,
tenho paz enfim na hora da partida,
paz negada a mim enquanto estive vivo.


3 comentários:

César disse...

Oi
Lindas rimas....
Parabéns...

Palavras!! disse...

"travessia ilesa e fria...
onde se encontra o estar sem vida...
deixemo-nos as morosidades do 'ia'...
nos apeguemos apenas a suposta paz ...que agora é vivida!

Gosto quando a dose Gótica surge em sus palavras... ficam intensas,com leve toque de melancolia.Lindo poema!Dizem que o belo as vezes está no ser triste!

Abraço.

Arcanjo disse...

César valeu pelo comentário, seja bem vindo pra quando quiser voltar.

Minha bela Dama, sua presença aqui sempre enriquece o meu espaço, obrigado pelo carinho de suas palavras, receber um elogio de quem se admira é sempre muito bom.... Bjos Anjelicais.

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Sou o que sou. Sou incoerente por vezes, sou sonhador sempre, temo o desconhecido sem contudo deixar de arriscar, tenho planos e projetos, construí e e ví cair em minha frente castelos. Como un anjo voei ao céu mas longínquo, e como um cometa caí. A queda de machucou, contudo me fez mais forte. Sou falho e impreciso. Simplesmente indefinível, enfim sou apenas humano.