Tua boca vermelha, carmim,
que eu sinto tocar minha pele
Fazendo que em mim se revele
um mundo de prazeres sem fim.
Teus dentes minha pele arranha
quando vêm meu pescoço morder.
E a cada toque se assanhas
Ao sentir o meu fogo ascender.
Tua língua que passa em meu peito.
E pra barriga desce sem pressa.
E não há nada que a ti impessa
de transformar em teu trono o meu leito.
E então finalmente me engole,
e sacana me olhas feliz.
Pois tu chupas como uma meretriz
o meu membro viril que acolhes.
Pelo quarto ecoam meus gemidos,
que eu sei que te deixam mais louca.
Eles são música aos teus ouvidos,
até que eu exploda em tua boca
Aqui estarão descritos meus momentos, tudo o que sou estará descrito aqui na forma de versos, aceita o desafio de me conhecer? Seja bem vindo ao meu mundo...
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Ode à tua Boca
sábado, 22 de julho de 2017
Agonia
Em meu peito
existe um grito preso.
É só um grito, mas
é mais escuro que noite sem lua,
pesa mais que uma
tonelada de tijolos.
Esse grito preso
em meu peito é frio e quente ao mesmo tempo.
Por vezes tenta
congelar meus sentimentos me fazer egoísta.
E por outras quer
ferver o meu sangue e me fazer revoltar.
Eu tenho em minha
alma um grito preso.
E em minha
garganta e pulmões faltam ar e força suficientes
para poder
expurgá-lo.
Esse grito me
consome aos poucos como a ferrugem corrói o ferro,
Ou a traça
despedaça o livro.
Esse grito por
vezes toma força e forma dentro de mim,
e se debate como
um animal selvagem. Raivoso.
Posso senti-lo
arranhar as paredes do meu interior,
ele quer
despedaçar os porões da minha alma e finalmente
me controlar e
destruir.
Eu tenho algo
preso dentro de mim,
Eu estou preso a
algo em mim.
Eu tenho algo em
mim.
Eu tenho somente a
mim.
Identidade II
Eu olho para o espelho e não me
reconheço.
Afinal de contas quem sou eu?
Sou a criança sem pai com medo de
ser abandonada
sozinha, na porta da escola?
Que chora escondido de noite por
não saber o que fez
de errado, “por que ele não me
quis?”
Sou o filho que tem a impressão de
ser sempre errado?
“Veja só o seu primo, por que você
não é como ele?”
Afinal de contas quem sou eu?
O moleque esquisito da rua?
Afinal de contas quem sou eu?
O sujeito deslocado, aquele que
nunca se encaixa?
Que olha com desconfiança pra todos
e espera sempre uma repreensão?
Afinal de contas quem sou eu?
Um cristão cada vez mais cético, ou
um descrente cheio de fé?
Afinal de contas quem sou?
Um alívio pra uma alma cansada, ou
um fardo a ser carregado?
Por favor me respondam se
souberem...
Afinal de contas, quem sou eu?
segunda-feira, 19 de junho de 2017
Reflexões
Qualquer caminho parece bom
pra quem não tem onde chegar.
E qualquer ruído se torna som
pra aquele que não sabe escutar.
Pra quem não se importa com o que come,
qualquer pedra ganha sabor.
Pra quem não reconhece o que lhe consome,
resto de afeto vira amor.
Pra quem já se acostumou onde está,
não faz nenhum sentido partir.
E aquele que acha normal chorar,
aos poucos vai desaprendendo a sorrir.
A vida é sempre cinza e sombria
pra quem não mais enxerga sua cor.
A solidão é sempre a maior companhia
daquele que desistiu do amor.
Aquele que acha que vai dar tudo errado
não vê nenhum sentido em tentar.
E aquele a quem foi roubada a esperança,
não enxerga motivos pra recomeçar.
A quem desde sempre calaram a voz
evita lançar seus berros a esmo.
E todo aquele que em ninguém confia
está condenado a estar preso em si mesmo.
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Tragédia Anunciada.
Quanto mais eu
penso mais fundo é o corte.
E não posso negar que
a culpa é toda minha.
Pensei ser possível
fazer mudar a minha sorte.
Trocar a rota pela
qual a minha vida vinha.
Fui culpado por
querer tanto acreditar
ser possível viver
aquilo que eu sonhava.
Que fechei os
olhos ao que insistia em se mostrar.
Me iludi por
opção, e só acreditava.
Qual é o preço de
ter seus castelos destruídos?
Nada é novo nisso
tudo, já conheço essa história.
Não é nada que em
outra época já não tenha acontecido.
Nem novidades que
não tenha já guardadas na memória.
E assim me despeço
terminando aqui meu canto.
A lua já se
esconde e a tempestade logo vem.
Se há dias de
alegria, faz parte da vida o pranto.
E assim sigo
sorrindo, entoando um requiém...
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Senda dos Infortúnios
Os meus pés doem
do caminho,
os meus braços não
consigo levantar.
Mesmo quando
acompanhado estou sozinho
e assim continuo a
caminhar.
Ilusões o deserto
me oferece.
Só miragens que
não posso alcançar.
Se estendo as
minhas mãos, a nada toco,
mesmo assim
continuo a caminhar.
A estrada se
estende a minha frente,
até onde eu
consigo observar.
E já não importa a
dor que o peito sente.
Importante é o
contínuo caminhar.
Por veredas
tortuosas e inseguras.
Por abismos e
perigos d’além mar.
Dia e noite
sofrendo tais agruras,
noite e dia prosseguindo
em caminhar.
De onde e quando
eu parti, já me esqueço.
Não interessa se
terei onde chegar.
De nada valem dia
ou noite, fim, começo.
Só importa que eu
continue a caminhar...
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
O Que Queremos
A gente não quer esmola,
Só queremos aquilo que é nosso.
Os direitos por nós conquistados,
Frutos de intensas batalhas,
De lutas contra os poderosos,
Nosso sangue no chão derramado.
Não se cala milhares de vozes,
Que em rebelião se levanta
Contra nossos algozes.
Que por nós foram empoderados,
E buscam os seus interesses
Com ganância e afinco atrozes.
Tentam roubar nossa esperança
E quebrar o nosso coração.
Apagando de nossa lembrança
Qual e ó nosso quinhão.
Nos tomam nossa dignidade,
Da saúde fazem um produto
O mesmo com a educação.
Àquele que luta o que ganha? As grades.
E aquele que cala, a cruel servidão.
Não, não queremos esmolas,
Só aquilo que é de direito.
Justiça, paz e equidade.
Esperança e também liberdade
E acima de tudo, o Respeito.
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- Arcanjo
- Sou o que sou. Sou incoerente por vezes, sou sonhador sempre, temo o desconhecido sem contudo deixar de arriscar, tenho planos e projetos, construí e e ví cair em minha frente castelos. Como un anjo voei ao céu mas longínquo, e como um cometa caí. A queda de machucou, contudo me fez mais forte. Sou falho e impreciso. Simplesmente indefinível, enfim sou apenas humano.



