segunda-feira, 15 de maio de 2017

Senda dos Infortúnios



Os meus pés doem do caminho,
os meus braços não consigo levantar.
Mesmo quando acompanhado estou sozinho
e assim continuo a caminhar.
Ilusões o deserto me oferece.
Só miragens que não posso alcançar.
Se estendo as minhas mãos, a nada toco,
mesmo assim continuo a caminhar.
A estrada se estende a minha frente,
até onde eu consigo observar.
E já não importa a dor que o peito sente.
Importante é o contínuo caminhar.
Por veredas tortuosas e inseguras.
Por abismos e perigos d’além mar.
Dia e noite sofrendo tais agruras,
noite e dia prosseguindo em caminhar.
De onde e quando eu parti, já me esqueço.
Não interessa se terei onde chegar.
De nada valem dia ou noite, fim, começo.
Só importa que eu continue a caminhar...

2 comentários:

Maysa Santos disse...

O que importa é caminhar...

Sadako Sam disse...

Você é 10! Todos os versos. . A sua poesia em si é rica.

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Sou o que sou. Sou incoerente por vezes, sou sonhador sempre, temo o desconhecido sem contudo deixar de arriscar, tenho planos e projetos, construí e e ví cair em minha frente castelos. Como un anjo voei ao céu mas longínquo, e como um cometa caí. A queda de machucou, contudo me fez mais forte. Sou falho e impreciso. Simplesmente indefinível, enfim sou apenas humano.