quarta-feira, 20 de julho de 2011

O Pássaro, a Gaiola e o Céu



O pássaro preso na gaiola olhava
o céu e ansiava por ele voar.
Porém não podia, pois preso estava.
As grades queriam seu sonho roubar

E a todas as outras aves invejava
quando nos ares se punham a cantar
tão bela canção que nos céus ecoava,
por que eram livres podiam voar.

Por dias e dias em vão lamentava
sorte tão maldita que lhe ousava negar
fazer aquilo que mais desejava,
de nos altos céus livre voar.

Um dia acordou e não acreditava,
A porta estava aberta podia voar.
Mas por não saber o que lhe esperava
O medo o impedira então de escapar

Recusando o convite dos céus que o chamava
a esquecer os dias de dor e pesar,
preferiu aquilo a que já se acostumava,
e perdeu sua chance de livre voar.

sábado, 16 de julho de 2011

Indiferença

Quando a noite fria chegar,
e o claro tornar-se um breu.
Quando sua ferida sangrar,
esqueça que um dia fui seu.

Não terás mais o meu carinho
quando o pranto vier lhe assolar.
Saberás o que é ser sozinho
e não ter onde se apoiar.

Não espere de mim piedade
se um dia eu lhe vir chorar.
Pois a dor que agora lhe invade
como eu poderás suportar.

Não importa se choras agora.
E nem ligo pra tudo que diz.
Já que um dia me mandaste embora,
não me importa que seja infeliz.



sexta-feira, 15 de julho de 2011

Último Dia

Quando a última lágrima cair,
e o  pranto finalmente cessar,
verás um dia novo surgir
e a escuridão finalmente acabar.

O medo já não mais existe.
E a tristeza não existe mais.
E todas as almas tristes
encontram enfim sua paz.

A dor das batalhas perdidas.
E o sangue em vão derramado.
As tristes agruras da vida.
E as sombrias visões do passado

Terão um dia seu termo
neste tempo tão esperado,
ao sair de deserto tão ermo
alcançando o fim desejado.

domingo, 10 de julho de 2011

Lembrança


Agora as palavras me fogem,
já não sei o que escrever.
Estou sozinho em meu quarto,
e tudo me lembra você. 

Em minha frente o velho caderno,
seus poemas começo a ler.
E a cada verso que leio,
todos me lembram você. 

Por trás de cada linha,
quem olhar poderá entender
que conto em meus versos histórias,
e todas me lembram você.

Enfim fecho o caderno,
tentando a todo custo esquecer,
contudo vivo um inferno,
pois tudo me lembra você.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Poética

Quero dos amantes o tolo lirismo.
E a simplicidade no versejar.
Deixarei de lado o Parnasianismo.
Por que ser poeta é apenas sonhar.

Se a Forma supera todo o Sentimento
de que me vale todo meu cantar?
Por que a beleza na forma eu invento
se nelas eu não posso me expressar?

Quero Palavras cheias de Vida.
Que em cada verso meu sangue corra.
Eles ficarão em minha Despedida.
Sobreviverão mesmo que eu morra.

O Tema sim é o mais importante.
Contar Alegrias, o Amor e o Sofrer.
E eternizar tão belos instantes.
Fazer Poesia é por ela Viver.


sábado, 2 de julho de 2011

Reflexões ao Morrer

Quando o fio da minha vida se romper.
E deste triste mundo então sair de cena.
Quando não houver motivos pra temer.
Verei então se tudo valeu a pena.

Toda Dor companheira mais constante
da caminhada nessa vida tão ingrata.
Onde o riso surge e some num instante.
Onde Solidão a sua alma mata.

Cada lágrima caída no caminho,
e o sangue das feridas derramado.
Jazendo no meu leito ali sozinho,
sentirei ter finalmente descansado

Quando a luz dos meus olhos se apagar
e meu coração então perder o pulso.
Quando enfim toda lágrima cessar,
e do Mundo dos Viventes for expulso.






sábado, 11 de junho de 2011

Descanso II

Um dia eu fiz das nuvens meu lar,
traçando no espaço o meu caminho.
Busquei por prazer no céu e no mar,
e acabei sempre voando sozinho.

Há muito voando só por instrumentos,
sinto o meu corpo querer descansar.
Largado a deriva, ao sabor dos ventos,
anseio achar um lugar pra pousar.

Já não mais enxergo nada a minha frente.
Eu nem mesmo sei se tenho onde ir.
Em minha busca incessante só tinha na mente:
“não posso ficar, sei que devo partir.

Talvez seja a hora de agora parar,
e ver as surpresas que a vida me traz.
Fechar minhas asas, enfim repousar,
Encontrar na terra um pouco de paz.

Minha foto
Sou o que sou. Sou incoerente por vezes, sou sonhador sempre, temo o desconhecido sem contudo deixar de arriscar, tenho planos e projetos, construí e e ví cair em minha frente castelos. Como un anjo voei ao céu mas longínquo, e como um cometa caí. A queda de machucou, contudo me fez mais forte. Sou falho e impreciso. Simplesmente indefinível, enfim sou apenas humano.