segunda-feira, 18 de março de 2013

Mensagem Angelical




Não chore criança, levanta a cabeça.
Eu sei que é difícil, mas tente sorrir.
Levante seus olhos e nunca se esqueça,
que pra se chegar é preciso partir.

Não chore criança, confia e espera.
Que a qualquer instante tudo vai mudar.
Se a vida não é só belas quimeras
Tristeza eterna também não será.

Não chore criança, levanta e caminha.
Esquece de todo o que é passado.
Não chores criança, não estás sozinha,
Pois a todo tempo estou ao teu lado.

Tiros na Escuridão


Tiros na escuridão.
Outra vida que se vai,
mais um corpo estirado no chão.
O sangue que se esvai,
Violência sem razão.

Tiros na escuridão.
O corpo inerte jogado,
não houve absolvição.
Foi pelos seus pares julgado.
Pra cada ato praticado,
delito e condenação.

Tiros na escuridão.
Em volta o povo comenta
quebrando assim sua rotina.
E quem nada sabe inventa,
expõe aquilo que imagina.
E quem está presente observa,
A cena que a todos choca
e ao mesmo tempo fascina.

Tiros na escuridão.
Um novo dia chegou,
tudo já está normal,
não há mais preocupação.
A vida segue seu rumo,
até que de novo se escuta
mais tiros na escuridão.

sábado, 9 de março de 2013

A Libertação da Poesia

Perdeu neguinho, fica na tua e não fala nada.
Nem mesmo se mexa, fica quietinho e mãos ao alto.
Se você não entende, é a poesia invadindo a quebrada
Detonando tudo, tomando a rua de assalto.

Já não é mais aquela dama dos salões nobres
Que a muitos confunde e a alguns poucos fascina
Deixou de lado a empáfia e hoje se mistura aos pobres
E é encontrada nos morros, nos bares e na esquina.

E gosta do pandeiro, do batuque da roda de samba.
Se diverte ouvindo a sanfona gemer no baião.
Ela canta e sorri, à  vontade em casa de bamba
Sem pudor se requebra ao som do forró no salão.

Já não quer mais pompa, luxo ou riqueza.
E sendo assim é feliz de verdade.
No que é comum enxerga a Beleza.
Naquilo que é simples achou liberdade

Perdeu neguinho, fica na tua e não fala nada.
Nem mesmo se mexa, fica quietinho e mãos ao alto.
Se você não entende, é a poesia invadindo a quebrada
Detonando tudo, tomando a rua de assalto.

domingo, 3 de março de 2013

Rosa e o Beija-Flor II


O Beija-Flor  tocou a Rosa
e com carinho então a beijou.
E como quem de seu néctar goza
encontra aquilo que sempre sonhou.

E a cada Pétala beija com calma,
buscando  dela beber todo o mel.
E somente dela sacia sua alma,
E deseja leva-la consigo ao céu.

Deseja  então o tempo parasse
Que pudesse pra sempre seu mel desfrutar.
Não queria que aquele momento acabasse
Queria com ela pra sempre estar.

A Rosa então ao seu chamado cede,
e mesmo ele sem nada dizer.
Ela a ele tudo concede,
 e ambos deliram enfim de prazer.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A Guerra

Desfaz-se a Bruma a olhos vistos,
Ilusória sensação de terno cuidado
Não é a primeira vez, já nem sei por que insisto.
De em vão me iludir, disso sim sou culpado.
Meu castelo ruiu, levado pelo vento.
A força dos meus, braços aos poucos se esvai.
Já não acho alguém para ouvir o meu lamento
E me encontro sozinho quando a noite cai.
Porém já não importa o que meu peito encerra,
Se profunda alegria ou intensa dor.
Se a vida é um combate, então vamos à guerra
De Viver pelo sonho e morrer por amor.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Desejo III

Quero fluir pra você
como um rio corre pro mar.
Por que estando ao seu lado
não vejo o tempo passar.

O seu toque sempre tão terno,
o som da sua voz que me acalma,
a luz que acho em seu rosto,
é ela que ilumina minha alma.

Quero estar ao seu lado
antes que eu fique louco.
Pois para ficar contigo,
o “pra sempre” se torna bem pouco

Logo eu, sempre independente
hoje estou a sua mercê.
E se antes andava sozinho,
agora me perco em você.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Soneto da Indiferença




Tantos sonhos já há tempos esquecidos.
Tantas pedras encontradas no caminho.
Esperanças e anseios já perdidos.
Nada importa já que estou aqui sozinho.

Nessa vida onde o certo é a incerteza.
E o Temor com u’a faca, a alma corta.
Longas noites desprovidas de beleza.
E os dias tão sem vida. Nada importa

Não espero por ajuda ou socorro.
Não espero encontrar algum abrigo.
Ou uma mão gentil que me abra a porta

Já que ninguém sabe se eu vivo ou morro.
E não tenho entre as gentes um amigo
Novamente eu repito, nada importa.
Minha foto
Sou o que sou. Sou incoerente por vezes, sou sonhador sempre, temo o desconhecido sem contudo deixar de arriscar, tenho planos e projetos, construí e e ví cair em minha frente castelos. Como un anjo voei ao céu mas longínquo, e como um cometa caí. A queda de machucou, contudo me fez mais forte. Sou falho e impreciso. Simplesmente indefinível, enfim sou apenas humano.