quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Espera

Já meus olhos se cansam de procurar
no horizonte um sinal de sua vinda.
E na vil esperança de te achar
te espero, uma vez, mais e ainda.

Passam horas, passam os dias a voar.
Já o Tempo se torna meu inimigo.
Pois parece divertir-se em me roubar
momentos que eu deveria estar contigo.

Sua voz quero ouvir no som das águas.
E no fogo seu calor que me inflama.
Ter na pele seu toque que me afaga,
Ter seu corpo nu deitado em minha cama.

Nasço e morro, sinto que não existo.
Estando longe somente me entristeço.
E vivo me perguntando por que insisto
em sentir falta de alguém que não conheço.


2 comentários:

Palavras!! disse...

"Sentir..falta do desconhecido,é como sentir falta do conhecido...com a diferença do desejo escondido"


Parabéns pela Poesia..
Abraço.

Arcanjo disse...

Como sempre de uma gentiliza ímpar, obrigado pelo carinho...

Minha foto
Sou o que sou. Sou incoerente por vezes, sou sonhador sempre, temo o desconhecido sem contudo deixar de arriscar, tenho planos e projetos, construí e e ví cair em minha frente castelos. Como un anjo voei ao céu mas longínquo, e como um cometa caí. A queda de machucou, contudo me fez mais forte. Sou falho e impreciso. Simplesmente indefinível, enfim sou apenas humano.